quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bataclan


Quarta-feira, 12 de setembro. Logo cedo partimos para o último compromisso em Salvador, antes de partir: visitar o Palácio sede do governo da Bahia.
O Centro Administrativo da Bahia, mais conhecido pelo acrônimo CAB, é um complexo público no qual está localizada parte considerável das secretarias e órgãos do Governo do Estado da Bahia. Entre os órgãos instalados no CAB estão a Assembléia Legislativa, o TRE-BA, o Tribunal de Justiça do Estado, o Gabinete do Governador, do Vice, Casa Civil, Casa Militar, etc.
Foi implantado em 1972. Muitos dos edifícios, como os das secretarias, o Centro de Exposições e a Igreja foram projetados pelo arquiteto João Filgueiras Lima. O traçado viário é de autoria de Lúcio Costa.
Sede do Governo da Bahia, o CAB
Agora nosso destino é Ilhéus. Num ferryboat cruzamos a Baia de Todos os Santos, desembarcamos na Ilha de Itaparica, onde tomamos a BA 001 para atingir nosso objetivo. É considerada uma estrada-parque por ter passarelas para a travessia de animais.
No Ferry, cruzando a Baia de Todos os Santos
A estrada é boa, sem movimento de caminhões, mas cruza por muitos povoados, onde é repleta de lombadas. Corta uma região bastante verde, onde se destacam os coqueiros, e agora já começam a aparecer os cacaueiros. O mar está quase sempre visível.
Visão da Serra Grande
 Ilhéus é uma cidade histórica. Da época dos barões do cacau, pouca coisa conservada e interessante sobrou. Antes destino de turistas interessados nos cenários imortalizados por Jorge Amado, hoje vale mais pelas praias distantes do centro, como as do Norte, no caminho para Itacaré, ou pelos resorts em direção à vizinha Una.

Entre as atrações, destacam-se o Bar Vesúvio, celebrizado no romance Gabriela Cravo e Canela, e o Bataclan, antigo cabaré descrito por Jorge Amado, onde jantamos, com direito a uma apresentação teatral lembrando os tempos áureos do ciclo do cacau, quando a casa era comandada e frequentada pelos coronéis.

Cabaré Bataclan, dos romances de Jorge Amado

Com as meninas do Bataclan
Estamos hospedados na Pousada Morro dos Navegantes (73-3632-5613), na praia Corurupe. A pousada ocupa um terreno na encosta de um morro, e a sacada do chalé onde estamos, um dos mais altos, conta com vista privilegiada para o mar. Eu poderia ficar apreciando esta paisagem por vários dias...
Conversando com Jorge Amado, no Bar Vesúvio

Vista da varanda do nosso chalé na Pousada Morro dos Navegantes

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Salvador


Segunda-feira, 10 de setembro. Saímos de Aracaju pela Linha Verde e entramos na Bahia pela Rodovia do Coco. São estradas de movimento tranquilo, sem caminhões. Apenas algumas lombadas. No começo da tarde chegamos a Salvador e fomos direto à Prime Motors levar a moto para a revisão 60 mil. Nos hospedamos no Hotel Ibis Salvador Praia Vermelha.
Rodovia do Coco, na Bahia.
Terça-feira, 11 de setembro. Tiramos o dia para passear pela cidade. Um taxi nos levou até o Pelourinho, onde visitamos a Igreja e Convento de São Francisco, e a Catedral Basílica, o Museu Jorge Amado, e na loja do Olodum, comprei uma camiseta. Depois descemos para a cidade baixa pelo Elevador Lacerda, passamos no Mercado Modelo, e visitamos a Igreja de N. S. da Conceição da Praia.
Pelourinho. Igreja de São Francisco

Palácio Rio Branco
Ao final da tarde, fomos buscar a moto. Estava prontinha para continuarmos viagem. Limpinha, engraxadinha, revisadinha e cheirosinha. Nela demos uma “banda” pela cidade, e terminamos o passeio num dos bares do Rio Vermelho, onde está o Acarajé da Cira. Esta iguaria me fascina. Comi dois. E para sobremesa, um beiju recheado com banana, queijo, coco e leite condensado. Muito bom, porém nada light!
Passeio ao final da tarde, pela orla de Salvador

Acarajé da Cira.

domingo, 9 de setembro de 2012

Aracaju


Sábado, 8 de setembro. Depois de um belo café da manhã, e depois, bem depois de admirar a praia vista da janela do hotel, fomos conhecer a sede do governo do Estado de Alagoas, o Palácio Floriano Peixoto, também conhecido como Palácio dos Martírios.
Palácio dos Martírios, em Maceió.
O Palácio Floriano Peixoto, conhecido popularmente como palácio dos Martírios, está localizado na Praça Floriano Peixoto. Foi construído a finais do século XIX pelo engenheiro Carlos Jorge Calheiros de Lima e inaugurado no ano 1902. Atualmente é sede do Governo do Estado. A construção do Palácio iniciou-se em 1893, no governo de Gabino Bezouro. O projeto arquitetônico foi feito pelo engenheiro Carlos Jorge Calheiros de Lima. A inauguração do prédio só aconteceu em 16 de setembro de 1902, porque a obra foi parada duas vezes. Depois de sua inauguração, sofreu várias reformas, em sucessivos governos.
Palácio República dos Palmares

Palácio República dos Palmares – A inauguração marcou a primeira etapa do Centro Administrativo, parte de um conjunto de obras estruturantes viabilizadas pelo governo de Alagoas no centro da cidade e entorno do Palácio Marechal Floriano Peixoto. A nova estrutura física governamental abriga desde então o Gabinete do Governador, o Gabinete Civil e o Gabinete Militar.
A escolha do nome foi feita para homenagear a luta e a história do Quilombo dos Palmares e o bravo povo alagoano.

Continuando para o sul, seguimos pela AL 101, pelo litoral, sempre com vistas para o mar, e corta belas paisagens formadas por imensos canaviais, alternando-se com coqueirais. Ao longo do caminho, pequenos povoados.
Viajando em meio a coqueirais
Em Piaçabuçu, que significa palmeira grande na linguagem nativa, deixamos a moto aos cuidados do Washington, gerente da pousada Santiago, e tomamos uma lancha que nos levou para admirar a foz do rio São Francisco, o “Velho Chico” como é carinhosamente chamado. Entre dunas douradas e verdes coqueirais, o grande rio se entrega ao mar, depois de percorrer 2.863 quilômetros.
Navegando pelo Rio São Francisco, em direção à sua foz.

Dunas na foz do Velho Chico
Balsa cruzando o São Francisco, entre Penedo (AL) e Neópolis (SE)
Era noite quando chegamos a Aracaju. Por conta do final de semana prolongado, os hotéis da orla estão todos lotados. Depois de várias tentativas frustradas, finalmente conseguimos vaga no Ibis, que fica longe da praia. Fazer o quê?
Domingo, 9 de setembro. Meu amigo José Geraldo e sua esposa Clara, nos dão o prazer da companhia num agradável passeio por Aracaju. São naturais daqui, conhecem tudo da cidade. Isto significa um citytour da mais alta qualidade. Conheci o Geraldo em 1967, quando fizemos o curso de Infantaria na EsSA (Escola de Sargentos das Armas), em Três Corações, Minas. Isto significa que temos muito que conversar, principalmente relembrar os velhos e bons tempos vividos na caserna.
Com os amigos José Geraldo e Clara.
Com muita paciência e competência nos levaram aos principais pontos da cidade, como Mercado Municipal Antonio Franco, o Centro de Artes e Cultura de Sergipe e o Palácio Olimpio Campos, que já foi a sede do governo estadual e hoje abriga um museu, ao centro histórico, à catedral. Finalizando o passeio, especial almoço típico no restaurante Recanto da Paraíba. A eles somos muito gratos.
À tarde, quando a temperatura estava mais amena, fomos visitar a sede do governo do Estado.
Palácio Governador Augusto Franco, sede do governo de Sergipe

Palácio Olimpio Campos
O Governo de Sergipe desde 1998 transferiu-se do Palácio Olímpio Campos, atualmente um museu na praça Fausto Cardoso, Centro, para um edifício que abrigava a Superintendência da CEF,  na Avenida Adélia Franco, Distrito Industrial de Aracaju (DIA), rebatizado como Palácio Governador Augusto Franco, também conhecido como Palácio de Despachos.
Com o meu amigo Veroni Fernandes
Finalizando nosso dia em Aracaju, encontrei mais um companheiro do tempo de EsSA: o Veroni Fernandes, gaúcho de Santa Maria, mas que fixou residência por aqui, depois que foi transferido para a reserva. Mais recordações dos bons tempos de escola militar.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Maceió

Sexta-feira, 7 de setembro. Conforme combinado, nove em ponto Tácio passou no hotel para nos guiar pela cidade, em mais um passeio de moto. Recife estava calma, quase sem movimento nas ruas, por conta das comemorações do feriado da Independência. Passamos pelo Marco Zero, fizemos algumas fotos em frente ao Palácio Campo das Princesas, sede do Governo do Estado, rodamos pela zona da cidade antiga, e por fim rumamos para Jaboatão dos Guararapes, e visitamos o local onde ele tem a sua coleção de motos. São mais de quarenta exemplares raríssimos, das mais variadas marcas: BMW, Harley-Davidson, Honda, Suzuki, BSA, Kawasaki, e outras. Chamou-nos à atenção, uma bicicleta inglesa, sem corrente: a transmissão dos pedais para a roda é feita por eixo cardan!
GCFC Tácio e sua VStrom

Em frente ao Palácio Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco 

Raridade: bicicleta com cardan!

Poderíamos ficar ali o dia inteiro admirando aquelas preciosidades, e mais outros dias desfrutando a hospitalidade e a amabilidade do nosso amigo, mas temos compromissos e precisamos seguir em frente. Tácio nos acompanha até a saída da cidade, já no acesso à BR 101 que nos levará para nossa próxima parada: Maceió, a capital das Alagoas.
Muito grato amigo Tácio, Grande Cacique Fazedor de Chuva, pela gentileza em nos receber em sua cidade e nos acompanhar em agradáveis passeios.
Entre Recife e Maceió, a BR 101 tem alguns trechos duplicados, outros de pista simples em bom estado, e outros de pista simples em péssimo estado. Que lástima esta situação de descaso para com as nossas rodovias.
Devido ao final de semana prolongado, Maceió está cheinha de turistas, brasileiros e estrangeiros. Os hotéis estão lotados, a cidade movimentada. As praias parecem um mar de gente. Conseguimos vaga no Hotel Mercure Maceió Pajuçara, novinho em folha, recém inaugurado, em um quarto de frente para o mar. Que paisagem maravilhosa se descortina da nossa janela!
Praia de Pajuçara, vista da janela do hotel
Antes de escurecer, ainda sobrou tempo para um passeio à pé pela orla. Reconfortante!
Vai um chopp?

Tim, tim!

Jantando um camarãozinho: chiclete de camarão

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Recife


Quarta-feira, 5 de setembro. Saímos de Juazeiro do Norte pela Rodovia Padre Cícero, andamos pequeno trecho pela BR 116 para em seguida tomarmos a nossa velha conhecida BR 230, que nos levou a Campina Grande, onde nos hospedamos Hotel Garden (gardenhotelcampina.com). O hotel é bom, mas a internet...
A GS vencendo a estrada que corta o sertão agreste.

Fotógrafa sempre atenta!
Tudo seco! Não chove há meses.
Hoje é uma data especial para nós: completamos 42 anos de casamento, e para comemorar, um jantar a dois. Boa comida, bom vinho. Excelente!

Quinta-feira, 6 de setembro. BR 230 agora duplicada. Em João Pessoa, visita ao Palácio da Redenção, sede do governo do Estado; na Ponta Seixas, visita ao Farol Cabo Branco, que marca o ponto extremo oriental da América do Sul; e em Cabedelo, o marco do quilômetro zero da BR 230, a Rodovia Transamazônica.
Rodovia duplicada é melhor: BR 230 entre Campina Grande e João Pessoa

Palácio da Redenção, sede do governo da Paraíba

Próximo a João Pessoa

Farol do Cabo Branco, na ponta Seixas, extremo oriental do Brasil (e da América do Sul)
Pela BR 101, seguimos para Recife, onde tivemos a oportunidade de rever o Grande Cacique Fazedor de Chuva Tácio Ulisses, com ele darmos uma “banda” de moto pela cidade à noite, conhecer o Clube da Moto, e por fim, jantarmos No Parraxaxá, excelente restaurante típico nordestino. Excelente noite.
Com o Grade Cacique Fazedor de Chuva Tácio e um amigo. Ao fundo,  com suas viagens

Finalizando a noitada, uma jantinha básica
No Recife, estamos hospedados no Hotel Mercure Metrópolis, na Ilha do Leite.

domingo, 2 de setembro de 2012

Balsas, Maranhão


Sexta-feira, 31 de agosto. Moto consertada. Elder conseguiu um verdadeiro milagre. Vasculhou pela cidade toda, e encontrou na revenda Scania Vabis, o balero e o retentor que necessitava para substituir os avariados que levaram a GS para a sua oficina. Amigos do moto grupo Falcões de Aço, muito gratos pela magnífica acolhida e recepção que aqui tivemos. Vamos levá-los em nossa lembrança e em nossos corações.
De Araguaína para Balsas, seguimos pela BR 230. Asfalto em bom estado. A Rodovia Transamazônica (BR-230), projetada durante o governo do presidente Médici (1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devido às suas proporções gigantescas, é a terceira maior rodovia do Brasil, com 4.223 km de comprimento, ligando Cabedelo, na Paraíba a Lábrea, no Amazonas, cortando sete estados brasileiros: Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Em grande parte, principalmente no Pará e no Amazonas, a rodovia não é pavimentada.
Aspecto da Rodovia BR-230

Belas paisagens enfeitam o cerrado por onde a rodovia passa

Paisagens exuberantes...
Em pouco tempo chegamos a Filadélfia, tomamos o ferry para cruzar o Rio Tocantins e chegamos ao Maranhão, na cidade de Carolina.
Na Balsa que cruza o rio Tocantins, entre Filadélfia (TO) e Carolina  (MA)

Saindo da balsa
Com o sol escaldante e forte calor, fizemos várias paradas, principalmente para beber água, mantendo a hidratação em dia. Ao final da tarde, chegamos a Balsas e fomos direto visitar Dom Enemésio Lazzaris, Bispo Diocesano de Balsas, primo da Terezinha, que nos recebeu com o seu costumeiro sorriso. Acho que ficaremos alguns dias por aqui. Nos hospedamos no Hotel Imperial – www.imperialhotel-balsas.com.br.
Chegando em Balsas, degustando o refrigerante regional: Jesus

Terezinha, Dom Enemésio mais eu!
Sábado, 1º de setembro. Começamos o dia conhecendo um dos pontos mais agitados da cidade: o rio Balsas. Com águas limpas, corta a cidade pelo centro, se constituindo na mais importante opção de lazer do povo, tanto para se banhar em suas águas, quanto para frequentar os barzinhos que se acumulam nas suas margens. Outra curiosidade, é uma grande lavanderia a céu aberto. Muitas mulheres utilizam suas águas para lavar roupas.
Rio Balsas, cortando a cidade que deu nome. Lavadeiras na outra margem

Refrescante sombra às margens do rio Balsas
Almoçamos com o Bispo na casa episcopal, que nos brindou com uma comidinha caseira, muito gostosa e bem temperada. À tarde, mais citytour, agora de carro, para tentar driblar o forte calor. Em companhia de Dom Enemésio, visitamos diversos projetos coordenados pela igreja, que visam amenizar o sofrimento dos pobres, dos menos favorecidos. É notório a grande quantidade de pessoas de baixo poder aquisitivo, vivendo em verdadeira miséria. Não esquecendo que estamos no Maranhão.
Iguarias vindas diretamente do Vaticano

Almoçando com Dom Enemésio, Terezinha mais eu
Á noite participamos dos festejos de Nossa Senhora de Nazaré, da comunidade trizidela, que se iniciou com Santa Missa presidida pelo Bispo, e teve sequência com apresentações teatrais de crianças, venda de comidas típicas como passoca, maria isabel (arroz com carne de sol desfiada), vatapá, mungunzá (canjica doce), frango assado (leilão).
Preparando-se para a Santa Missa

Dom Enemésio, Terezinha e Socorro, lider da comunidade
Domingo, 2 de setembro. Como soi acontecer por aqui nesta época, o dia amanheceu muito quente e abafado. Há quatro meses que não chove. As plantas estão quase todas secas. Apesar de existir água em abundância fornecida pelo rio Balsas que corta a cidade, não é aproveitada para irrigar as praças, as árvores, os jardins... Que pena!
Logo cedo, o primo Bispo nos levou para um café da manhã com os idosos, numa das comunidades. Como sempre, somos recebidos com muita alegria. O primo é muito popular e bem quisto por todos.
Em seguida, partimos para um compromisso especial: visitar uma unidade da Fazenda Esperança, a cerca de vinte quilômetros do centro da cidade, em meio ao árido cerrado. Esta unidade se dedica à recuperação de jovens drogados, do sexo masculino. Hoje é dia da visita mensal dos familiares dos recuperandos (assim são chamados os internos), e, em especial, um dos jovens estará recebendo o seu certificado de conclusão do tratamento, que tem um ano de duração. Ele será devolvido à sociedade e à sua família, e passará a integrar um grupo de acompanhamento de pós-tratamento. Foi uma bela e comovente cerimônia, que se iniciou com a apresentação de todos os presentes, inclusive nós, seguida de Santa Missa, depoimento do formando e de seus familiares, e concluindo com delicioso almoço preparado pelos jovens internos. Que belo trabalho é desenvolvido ali. Desta atividade não fizemos fotos, tendo em vista a sua particularidade.