domingo, 15 de janeiro de 2012

La Junta, El Pueblo del Encuentro

A viagem de Puerto Montt a Castro foi rápida e tranqüila. Boa estrada com pouco movimento. A travessia do canal Chacao também não foi diferente. Um eficiente serviço de ferrys não deixa formar filas. Meia hora de navegação e já estávamos na Isla Grande de Chiloé, a caminho de Castro, onde tomaríamos o transbordador que nos levaria a Chaiten. Com a saída prevista para a meia noite, tivemos tempo de sobra para conhecer a cidade e seus arredores.
Meia noite em ponto, o gigante transbordador zarpou, levando em suas entradas dez caminhões jamanta – que levavam asfalto e alevinos de salmão - algumas dúzias de veículos pequenos, motos, bicicletas, seus passageiros, e muitos mochileiros. Nunca vi tantos.
Por volta de sete da manhã, depois de uma longa noite de vigília, chegamos a Chaiten, onde retomamos nossa viagem pela Carretera Austral.
Da pequena cidade pouco resta, eis que fora praticamente destruída pelas cinzas do vulcão Chaiten em 2008.
Rodamos até La Junta, El Pueblo Del Encuentro, cerca de cento e quarenta e quatro quilômetros, sendo os dezessete primeiros já pavimentados. O restante, ainda em rípio.
Perto de meio dia, já estávamos hospedados, descansando e dormindo, no confortável hotel Espacio y Tiempo (www.espacioytiempo.cl). Altamente recomendável.
A Carretera Austral, próximo a La Junta

Catedral em Castro

Com os amigos Manja e Serra, de Rio Grande, e Gladis e Eliseu, de Pelotas, desembarcando em  Chaitén.

Aspecto dos resultados da erupção do vulcão Chaitén, em 2008.

Ao longo da Carretera Austral

Monumento, em La Junta

Paisagens ao longo da Carretera Austral

sábado, 14 de janeiro de 2012

Deu na Trave!

Estamos em Puerto Montt, no excelente Hotel Gran Pacífico – www.hotelgranpacifico.com.cl – La mejor vista de Chile Austral.
Aqui começa a Carretera Austral, e o grande objetivo da nossa viagem é percorrê-la.
A estrada pode ser dividida em três partes: a primeira, de Puerto Montt para Chaitén, com 242 quilômetros, a segunda, de Chaitén para Coyhaique, com 435 quilômetros, e a terceira, de Coyhaique até Villa O´Higgins, com 582 quilômetros.
Partimos cedo hoje, de Puerto Varas onde pernoitamos, para pegarmos o início da Carretera em Puerto Montt. Eram nove horas da manhã.
De saída, uma informação desencontrada: a necessidade de fazer reserva para os transbordadores, como aqui são chamados os “ferrys”. Como não sabíamos onde fazer as reservas, fomos pela corrente dos que diziam não precisar. É simples, diziam, basta embarcar e se paga a bordo. E lá fomos nós.
A Carretera Austral tem seu início no centro de Puerto Montt. Não encontramos placa sinalizando isso, mas é fácil deduzir consultando os mapas. Até o quilômetro trinta e oito, beleza de asfalto. Depois rípio, até a localidade de La Arena, onde já nos esperava um transbordador para nos levar até Puelche, cortando um braço de mar do Estuário de Reloncavi. Da estrada, sempre serpenteando próximo à costa, se avistavam muitos criatórios de salmão, uma riqueza local. Essa travessia leva em torno de cinqüenta minutos e pagamos nove mil e seiscentos pesos chilenos (algo em torno de quarenta reais).
A etapa seguinte, em estrada de rípio, nos leva até Hornopiren, cinqüenta quilômetros à frente, onde tomaríamos outro transbordador, que nos levaria a Caleta Gonzalo, em seis horas de navegação, aproximadamente.
Levaria.
Ocorre que para este trecho, há que se reservar pela internet (hvolmar@navieraustral.cl). No local, somos informados que o transbordador está lotado até dia vinte e dois. São somente dois por dia. Isto significa dizer que teríamos que esperar ali por nove dias. Muito tempo. Pergunto sobre outra possibilidade, de retornarmos a Puerto Montt, e irmos por Quellón, da Ilha de Chiloé, diretamente para Chaiten, onde existe outra linha de transbordadores. Nos informam que lá está lotado até dia vinte e nove. Glup!
Cheiro de cérebro pensando. Como faremos? É a pergunta que não quer calar.
Já sei! Vou para a fila de espera. Vai que alguém desiste, e pimba! Lá vamos nós.
Sou o quadragésimo segundo da fila, numa média de desistência próxima de zero. Ocorre que poucos sabem da necessidade de se reservar espaço nos transbordadores. Vimos muitos chilenos revoltados e inconformados por não poderem passar. Também não sabiam da reserva.
Mas deve haver um jeito. Um jeitinho brasileiro. Nisso somos interrompidos por um eufórico casal de brasileiros, viajando em bicicletas: estavam ali na espera, faziam três dias,  finalmente conseguiram uma vaga, porque um caminhão aceitou levar suas bicicletas como carga. Cobrando, naturalmente.
Isto sepultou de vez nossas esperanças.
Diante dessa situação, só nos restou duas alternativas: retornar a Puerto Montt e de lá conseguir algum transbordador direto para Chaiten, ou contornar pela Argentina. Para tanto, teríamos que retornar até Osorno, cruzar pelo Paso Cardenal Antonio Samoré, Bariloche, Esquel, cruzar de volta para o Chile pelo Paso Futaleufú, e atingir a Carretera Austral em Villa Santa Lúcia, oitenta quilômetros depois de Chaiten.
Na volta, o rípio já percorrido na ida, parecia bem mais agressivo.
Chegando a Puerto Montt, procuramos o Jaime, agora já nosso amigo, indicado pelo Teodoro, amigo do Zenaldo, para dar-lhe a triste notícia. Ele não se deixou abater, e como que num passe de mágica, conseguiu reserva para nós em um transbordador que sairá de Castro, na Ilha de Chiloé, à meia noite de sábado, direto para Chaiten. Maravilha! Estamos nesse, por cento e quatorze mil pesos, carro mais passageiros.
E para comemorar, jantar em grande estilo no Restaurante Azzurro: www.azzurro.cl – cujas especialidades são massas com frutos do mar. Imperdível!
Com Don Jaime, em Puerto Montt

A Carretera Austral, R-7, no trecho asfaltado.

A carretera, trecho em rípio

O transbordador, entre La Arena e Puelche

Criatório de salmões, visto da Carretera.

Em Horbnopiren. Ao fundo, vulcão com o mesmo nome.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Petrohue

Mais uma do Osorno, emoldurado por um "céu de brigadeiro".
 Mas que agradável surpresa: Almoçamos no restaurante Don Salmon, cuja proprietária, brasileira, serve excelente comida, num bufet muito bem montado. Destaque para o salmão grelhado e para o cordeirito na brasa - www.donsalmon.cl.
Com os amigos Eloá e César, do Restaurant Don Salmon

O Osorno, mais de pertinho. Majestoso!

Saltos do Petrohue

Praia do Lago Llanquihue, lotada em tarde de sol

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Puerto Varas

Em Puerto Varas, no Lago Llanquinhue, tendo ao fundo o vulcão  Calbuco (2.015m)

Uma magnífica vista do Vulcão Osorno (2.680m).

Um Chopp Torobayo, by Cerveceria Kunstmann, de Valdivia

Einsbein, para acompanhar o chopp Torobayo.

Valdivia

Uma Kunstmann Weissbier, degustada na própria fábrica, em Valdivia. Espetacular!

Villarrica, às margens do lago de mesmo nome, uma das grandes atrações  turísticas de Chile.

Salmon a la Plancha, uma delícia!

Termas Geométricas, em Coñaripe.

Temperatura ambiente: 6º; na água, 38º. Irresistível!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Rancágua

Estamos em Rancágua, uns oitenta quilômetros ao sul de Santiago, no Chile, instalados no novíssimo e confortável Diego de Almagro Hoteles – www.dahoteles.com.
Entramos no Chile pelo Paso de Agua Negra, um dos mais bonitos que já passamos. No lado argentino, a aduana está em Iglesia, logo após Rodeo, e no lado chileno uns cinqüenta quilômetros depois, em Juntas Del Toro. A paisagem é estonteante, com picos nevados e paredões coloridos, desde marrons, passando por amarelo dourado, até verde. Neste trecho entre aduanas, não tem asfalto. A rodovia está em obras, mas a estrada é boa. O paso é fechado à noite, e no inverno, é comum fechar por conta de nevascas.
A chegada ao Chile não poderia ser em melhor estilo. Foi pelo Vale do Elqui, conhecido aqui como “O Vale do Pisco”, por abrigar uma das mais famosas fábricas do produto, que já tivemos a oportunidade de visitar em outra ocasião. O vale é bem verde, pelas bem cuidadas plantações de uvas, contrastando com o marrom das áridas e íngremes montanhas. Um espetáculo, que muito bem demonstra o trabalho e a dedicação do povo chileno.
Em La Serena ficamos no Hotel Costa Real. Bonito, moderno, mas com internet ruim e sem ar condicionado. Mui estranho!
Dali tomamos rumo sul, pela Ruta 5, pista duplicada, asfalto em excelente condições, pouco movimento, mas que foi aumentando à medida que nos aproximávamos de Santiago.
Neste trajeto, duas observações:
Primeiro, num congestionamento de veículos, ninguém tenta levar vantagem (lei de Gerson), avançando pelo acostamento. Isto se chama educação no trânsito.
Segundo, numa das paradas, deram-me nota fiscal até para ir ao banheiro, que paguei duzentos pesos chilenos (algo equivalente a oitenta centavos de real). Isto se chama educação fiscal.
Uma Kustmann Torobravo

Paso de Agua Negra

Com o Mário, de Gaspar, no Paso de Agua Negra

Na subida para o Paso de Agua Negra

Aspecto da estrada em obras, Paso de Agua Negra, lado argentino.

Los Penitentes - Paso de Agua Negra, lado argentino

Nós estivemos aqui!

Limite Internacional, Paso de Agua Negra.

Paisagem colorida, Paso de Agua Negra, laod chileno.

Com os amigos José Bonitácio e esposa, de Arroio Grande-RS.

Saboreando um delicioso hot-dog com palta

sábado, 7 de janeiro de 2012

Jachal

Continuando viagem pelo Rio Grande do Sul, visitamos a Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo, implantada no século XVII.
Passagem de fronteira em São Borja muito tranqüila, sem a menor dificuldade. Apenas as identidades, documento do carro, e o seguro Carta Verde. Se não trouxer consigo, tem quem faça ali mesmo.
Ao final da tarde chegamos a Resistência, capital da Província do Chaco, e nos hospedamos no formidável Amerian Hotel Cassino Gala – www.hotelcasinogala.com.ar. Se soubéssemos jogar, com certeza nos animaríamos a ganhar uns trocados...
No terceiro dia, chegamos a San Fernando Del Valle Del Catamarca, e na matriz local visitamos a Basílica da Virgem Del Valle, uma santa cuja imagem foi encontrada numa gruta ali perto e é bastante venerada pelos Argentinos, assim como Nossa Senhora Aparecida, no Brasil.
Importa frisar que, quando estive internado para cirurgia, há dois meses atrás, nos momentos de crise me lembrava desta Santa – estivemos aqui em Catamarca há alguns anos atrás, de passagem, quando visitamos o santuário e a conhecemos. Tenho certeza que ela me deu forças para enfrentar os momentos mais difíceis, e superá-los. Viemos especialmente para agradecer.
Agora estamos em San José de Jachal, pequena cidade argentina encravada aos pés da cordilheira, onde pernoitaremos para amanhã, “mui temprano” iniciarmos a travessia da Cordilheira pelo Paso de Acqua Negra. Vamos conferir.
São Miguel das Missões
Na Argentina, curvas tão fechadas e estreitas. Um espelho ajuda.

Homenageando o Gauchito Gil

Com La Virgen del Valle, em Catamarca

Sem legenda