terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

De moto, à Tierra del Fuego - 6º dia


O trecho previsto para hoje, é relativamente pequeno. Apenas 374 Km, sempre pela RN 3, até Comodoro Rivadavia, a maior cidade da Província de Chubut, que era originalmente um porto exportador de ovelhas até a descoberta de petróleo.

Por conta disso, vê-se bombas de extração de petróleo espalhadas por todo canto.

Hoje o nosso amigo vento estava impossível. Na verdade, acho que ele estava furioso. Não sei com quem. Só sei que sobrou prá nós. Dificultou bastante o trecho. Mas chegamos sãos e salvos.

Um rápido citytour, com direito a fotos da cidade vista do alto do Cerro Chenque, jantar, e prá caminha.

Ficamos no Hotel Austral.

O destino de amanhã é Puerto San Julián.

De moto, à Tierra del Fuego - 5º dia


Logo depois de Bahia Blanca, deixamos a RN 3, seguindo em direção oeste pela RN 22 até Rio Colorado, na Província de Rio Negro. Pouco depois, tomamos rumo sul, pela RN 251, até San Antonio Oeste, para novamente reencontrarmos a RN 3.
Em Sierra Grande, uma agradável surpresa: gasolina mais barata. A melhor delas, que custava em torno de 4 pesos, passa a custar apenas 3. Nada mau. Na Patagônia (abaixo do paralelo 42), o governo retira os tributos incidentes sobre o combustível.

Hoje arrumamos um companheiro que promete nos acompanhar durante toda a viagem: o vento. Mas não é um ventinho qualquer. É um vento "du carvalho"! Sopra da cordilheira para o Atlântico (sentido oeste - leste), empurra a moto para a esquerda, obrigando a incliná-la para a direita para compensar. Veja a foto.

Passamos direto por Puerto Madryn, pois já a visitamos em outra ocasião. Muito interessante.

Rodados 3.103 Km, chegamos a Trelew, Província de Chubut, onde pernoitamos no Hotel Libertador.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

De moto, à Tierra del Fuego - 4º dia





A saída de Buenos Aires foi muito tranquila. Antes que começasse o movimento, já estávamos prontos para rodar. Duas quadras e já estávamos na Av. 9 de Julio. Mais algumas, e ganhávamos a auto pista que leva ao Aeroporto de Ezeiza, para logo em seguida, entrar na Ruta 3, que nos levaria direto ao nosso destino, a Bahia de Lapataia, em Ushuaia.
A cidade de Buenos Aires é muito bem servida por auto pistas. Por elas, a gente entra e sai da cidade com muita facilidade: sem engarrafamentos, sem sinaleiras, sem esquinas. São elevados, com três, quatro, ou mais pistas, com velocidade regulamentada de até 130 Km/h.
A temperatura estava agradável. Logo na saída, amenos 18 graus. Ao meio dia, em torno de 30. Com a moto em movimento, e as entradas de ar (da roupa) todas abertas, a temperatura fica até suportável.
A chuva que nos assustou no segundo dia, parece que ficou no Brasil.
A estrada é boa. Pouco movimento, a ruta 3 atravessa imensas plantações de girassóis, alternadas com pastagens para gado.
No meio da tarde, chegamos a Bahia Blanca, província de Buenos Aires. Movimentada, descontraída e atraente, tem bela arquitetura do início do século 20 em torno da praça principal.
Ficamos no hotel Argos. Muito bom.
Amanhã tocaríamos até Trelew.

De moto, à Tierra del Fuego - 3º dia


O dia foi bastante tranquilo em Buenos Aires, apesar do forte calor. Levei a moto para revisão na revenda Trepat Motorrad, em Olivos. À tardinha estava pronta. Limpinha, cherosinha, e em condições de enfrentar os milhares de quilometros até a Tierra del Fuego.

Uma grande preocupação minha foi com relação aos pneus. Ao traseiro, mais especificamente. Quando iniciamos a viagem, a moto estava com 6.500 Km rodados. A previsão era rodar em torno de 12 mil. Com garupa, carregado, seria demais para o pneu traseiro. Troquei ele ainda no Brasil, esperando fazer com ele, a viagem toda. E o danado aguentou, sem incomodar. Bom menino.

Uma dica. Ao lado da revenda que fui, tem uma loja especializada em acessórios BMW, importados diretamente da Alemanha, a preços bastante acessíveis. Chama-se Mototouring.

Amanhã seriam mais 700 Km até Bahia Blanca.

De moto, à Tierra del Fuego - 2º dia


Amanheceu chovendo. Motociclista odeia chuva.
Saimos tempranito, pois seriam outros oitocentos e tantos Km, com duas fronteiras. Nosso objetivo era chegar a Buenos Aires, onde já tinha agendado a revisão dos 10 mil, numa oficina autorizada.
Com chuva seguimos até Tacuarembó, cruzando a fronteira com o Uruguai, nas cidades de Santana do Livramento e Rivera.
Chegamos a Paysandu, fronteira com Argentina, com sol de rachar. E o primeiro imprevisto: enorme fila na aduana, de caminhões e de turistas, tanto indo como vindo. Foram quase duas horas de espera, cozinhando ao sol. Mas como já disseram, aposentado não se estressa...
Vencida esta, só alegria até Buenos Aires, onde chegamos por volta das 5 da tarde.
Ficamos no IBIS Obelisco.

De moto, à Tierra del Fuego - 1º dia


O domingo amanheceu perfeito para viajar de moto. Era 3 de janeiro de 2.010. Quase não dormi, ansioso por pegar a estrada. Afinal, o grande dia chegara. Foram muitos de preparação: definição do roteiro, pontos a visitar, reserva de hotéis, o que levar na bagagem. Afinal, estávamos indo, eu e minha esposa Terezinha, de moto, para Ushuaia, capital da Província de Tierra del Fuego, Antartida e Islas del Atlantico Sur.

Saimos bem cedo, escuro ainda. Nosso objetivo, nesse dia, era chegar a São Gabriel-RS, percorrendo 875 Km. Em condições normais, não é difícil percorrer essa distância em um dia. Ocorre que era domingo, término de final de semana prolongado, e as estradas por certo estariam congestinadas com a volta das praias, já que passaríamos por cidades de grande atração, como Garopaba, Laguna, Torres, Tramandaí, e outras.

No início, grande movimento de carros em sentido contrário ao nosso: do sul para o norte. Depois, o movimento se inverteu. Tanto que, em Torres, evitamos pegar a Estrada do Mar, e seguimos direto pela BR 101. Acertamos.

O grande movimento de carros não impediu de, por volta das 5 da tarde, já estarmos confortavelmente instalados no Hotel San Izidro, em São Gabriel, onde a maioria esmagadora dos hóspedes, era de argentinos, indo ou vindo.